quarta-feira, 15 de abril de 2015

The Fault In Our Stars

 Romeu e Julieta viveram um romance proibido, que terminou em tragédia devido o ódio das famílias. O clima fúnebre também ronda o amor de Hazel Grace e Augustus Waters, mas entre eles o único obstáculo para viverem esse amor é a própria vida e o peso de um dos maiores medos: O câncer.
    Baseado no livro de John Green “A culpa é das estrelas” já era fenômeno antes de ser adaptado para o cinema. Traduzido para 46 idiomas e com milhões de cópias vendidas. Green é genial quando desmitifica a doença, transformando vítimas em heróis.
    O filme dirigido por Josh Boone assume a essência de ser doce sem abusar do sentimentalismo barato. Tudo é conduzido de forma muito natural e com serenidade. A aposta em duas estrelas em ascensão,  (Shailene Woodley e Ansel Elgort) foi uma grata surpresa. A química dos dois é perfeita. Laura Dern e Willem Dafoe entram para dar o “peso” de um grande nome na produção e estão ótimos.
    Hazel e Gus representam bem mais que dois amantes com os dias contados, mostram que mesmo com dias numerados a vida tem que ser vivida na sua totalidade. Com todas as alegrias e tristezas que a compõem. O público vive junto com Hazel o questionamento: Vale a pena se envolver mesmo sabendo que ambas as vidas podem não durar tanto? Por mais que a tendência seja a de chorar em todas as cenas, tudo é conduzido com graciosidade e nenhum sentimento de auto piedade por parte dos protagonistas. Não é fácil abordar esse tema com leveza, mas Green conseguiu.
    Emocionalmente sincero. O longa nos conta uma bela história de amor. Uma frase me chamou muito a atenção no livro e no filme: “Alguns infinitos são maiores que outros”. Para bom entendedor mostra a amplitude do ser humano. Como cada um constrói seu universo. A culpa é das estrelas transpõe o estigma do “melodrama adolescente” e ficará na memória de quem o assiste. Prepare o lenço, será necessário.