Romeu e
Julieta viveram um romance proibido, que terminou em tragédia devido o ódio das
famílias. O clima fúnebre também ronda o amor de Hazel Grace e Augustus Waters,
mas entre eles o único obstáculo para viverem esse amor é a própria vida e o
peso de um dos maiores medos: O câncer.
Baseado no livro de John Green “A culpa é
das estrelas” já era fenômeno antes de ser adaptado para o cinema. Traduzido
para 46 idiomas e com milhões de cópias vendidas. Green é genial quando desmitifica
a doença, transformando vítimas em heróis.
O filme dirigido por Josh Boone assume a
essência de ser doce sem abusar do sentimentalismo barato. Tudo é conduzido de
forma muito natural e com serenidade. A aposta em duas estrelas em ascensão, (Shailene Woodley e Ansel Elgort) foi uma
grata surpresa. A química dos dois é perfeita. Laura Dern e Willem Dafoe entram
para dar o “peso” de um grande nome na produção e estão ótimos.
Hazel e Gus representam bem mais que dois
amantes com os dias contados, mostram que mesmo com dias numerados a vida tem
que ser vivida na sua totalidade. Com todas as alegrias e tristezas que a
compõem. O público vive junto com Hazel o questionamento: Vale a pena se envolver
mesmo sabendo que ambas as vidas podem não durar tanto? Por mais que a
tendência seja a de chorar em todas as cenas, tudo é conduzido com graciosidade
e nenhum sentimento de auto piedade por parte dos protagonistas. Não é fácil
abordar esse tema com leveza, mas Green conseguiu.
Emocionalmente sincero. O longa nos conta
uma bela história de amor. Uma frase me chamou muito a atenção no livro e no
filme: “Alguns infinitos são maiores que outros”. Para bom entendedor mostra a
amplitude do ser humano. Como cada um constrói seu universo. A culpa é das
estrelas transpõe o estigma do “melodrama adolescente” e ficará na memória de
quem o assiste. Prepare o lenço, será necessário.