O ano era 1997 e o mundo parou com o alvoroço causado pelo filme Titanic e pelo galã que despontava. Seria ele o novo Marlon Brando? DiCaprio alcançou fama, dinheiro e glamour em uma velocidade impressionante. O que pouca gente soube é que esse menino já estava construindo sua carreira com papéis muito bem estruturados, porém de pouca repercussão com o grande público. Podemos citar o filme que lhe deu a primeira indicação ao Oscar (Melhor ator coadjuvante), Gilbert Grape - Aprendiz de Sonhador (What's Eating Gilbert Grape), parceria única entre Depp e Leo até os dias de hoje. Dando vida ao irmão caçula de Depp, o pequeno Arnie Grape, Leonardo já mostrou ali a que veio e em muitos momentos roubou a cena de Johnny Depp com uma atuação tocante e verdadeira.
Os anos passaram e ele foi construindo sua carreira com papéis menores, mas com consistência. Teve uma atuação muito boa em Diários de um Adolescente (The Basketball Diaries), onde deu vida a um promissor jogador de basquete que conhece o mundo das drogas e para manter o vicio rouba e se prostitui. Antes de Titanic deu vida ao mais clássico romance de todos os tempos: Romeu e Julieta (Romeo + Juliet). Ambientado nos tempos atuais, a saga dos amantes de famílias rivais que traçou o destino dos apaixonados Romeu Montechio e Julieta Capuleto redeu mais uma bela e convincente atuação de Leo. Mas a explosão ainda estava por vir: dando vida a Jack Dawson. Marco na história do cinema, recordista de Oscar e a segunda maior bilheteria de todos os tempos... Seria injustiça não admitir que foi ali que o mundo abriu os olhos para o talento daquele rapaz franzino e de um talento acima da média, mas Leo queria mais do que o topo na lista do galã teen e levou anos até que conseguisse se desvencilhar dessa imagem restritiva que construíram para ele.
Já no ano seguinte, estrelou o até então desconhecido, O Homem da Máscara de Ferro (The Man in The Iron Mask). Um bom longa que, mas pouco entendido, que pegou carona no sucesso estrondoso de Titanic e de Leonardo. Depois de uma pequena participação em Celebridades (Celebity), Leo iniciava uma das maiores parcerias do cinema com Martin Scorsese. Apesar da inicial desconfiança do diretor, devido a imagem de bom moço do ator destoar do papel dado por ele, Scorsese apostou e fez com que Gangues de Nova York (Gangs of New York) fosse o primeiro longa da genial parceria entre os dois.
Ainda em 2012, Leo trabalhou com nomes de peso na história do cinema: Steven Spilberg e Tom Hanks no divertido Prenda-me se For Capaz, a história real de Frank Willian Abgnale Jr, um vigarista profissional que descontou milhões em cheques falsos. Um filme leve e que mostrou mais uma faceta do rapaz.
Onze anos após a sua primeira indicação ao Oscar, Leonardo volta a ser indicado por sua atuação em O Aviador (The Aviator), mais um filme com Martin Scorsese que contou a historia de Howard Hughes, que fica milionário aos 18 anos e passa a investir na indústria do cinema. Paralelamente se dedicou à aviação e às belas mulheres. Um filme longo, com 2h e 45 min. Leo já não chamava atenção do público adolescente, mas já escrevia com maestria seu nome na história do cinema mundial.
Em Os Infiltrados (The Departed), outra dobradinha com Martin Scorsese, Leo deu vida a Billy Costigan, um jovem policial que recebe a missão de se infiltrar na máfia. Com mais uma bela atuação, Leo ajudou Scorsese a conquistar seu primeiro Oscar, aos 65 anos.
Outra indicação ao Oscar se deu posteriormente no belíssimo Diamante de Sangue (Blood Diamound), dirigido por Edward Zwick, que mostra a realidade de Serra Leoa, na África, no final da década de 90, quando o país está em plena guerra civil. Leonardo deu vida a Danny Acher, um ex-mercenário nascido no Zimbábue que se dedica a contrabandear diamantes para a Sibéria. Leo está impecável.
Em 2008, trabalhou com dois grandes nomes do cinema: Russell Crowe(reencontrando o ator desde Rápida e Mortal) e Ridley Scott. Rede de Mentiras (Body of Lies) conta a história de Roger Ferris, que trabalha para o serviço secreto americano. Leo faz sua incursão no gênero ação e mais uma vez é sucesso de crítica.
No mesmo ano, volta a parceria com Kate Winslet. Mais de 10 anos depois do sucesso de Titanic, a dupla volta em Foi Apenas um Sonho (Revolutionary Road). Leo e Kate formam o casal, April e Frank, que se considerava especial e pronto para levar uma vida seguindo seus ideais, porém logo percebe que se tornou justamente aquilo que não queria ser. A volta da parceria foi uma alegria para os fãs (eu, inclusive) em vê-los novamente juntos. Filme tocante, perturbador e que mais uma vez mostrou que o talento dos protagonistas se estende muito além de açucarados romances adolescentes.
A quarta parceria de Leo e Scorsese foi em Ilha do Medo (Shutter Island), que não obteve muito espaço na temporada de premiações, mas marcou um dos trabalhos mais instigantes da dupla com esse maravilhoso suspense psicológico. A parceria de Leo com Michelle Willians fez bem aos olhos dos expectadores.
Em 2010 chega às telas a combinação entre um dos melhores diretores, Christopher Nolan e Leonardo, A Origem (Inception), onde se vive em um mundo onde é possível entrar na mente humana. Coob (Leo) está entre os melhores na arte de roubar segredos valiosos do inconsciente durante o estado de sono. Nomes como Marion Cotillard, Tom Hard e Joseph Gordon-Levitt estrelam essa ficção científica complexa. Com efeitos visuais e fotografia marcante, foi mais um belo capitulo na carreira do astro.
2011 foi o ano da parceria com Clint Eastwood. J. Edgar explora a figura de um dos homens mais enigmáticos do século XX, John Edgar Hoover, um dos principais responsáveis pela criação do FBI, homem temido e admirado por várias décadas e com uma vida pessoal conturbada. Foi mais uma atuação de gala de Leonardo DiCaprio.
Quentin Tarantino levou Leonardo ao seu magnífico Django Livre (Django Unchaidned) para dar vida a Calvin Candie, dono de uma plantação que treina escravos locais para a luta. Samuel L. Jackson completa o time de primeira em mais um ótimo filme que traz Leo como antagonista, que chegou a cortar a mão em uma das cenas, fato que só foi percebido pelo ator no final devido à entrega, complexidade e mergulho na cena.
2013 marca o reencontro com Martin Scorsese. O Lobo de Wall Street (The Wolf of Wall Street) narra a história de Jordan Belfort, que trabalhou duro em uma corretora de Wall Street e quando finalmente consegue ser contratado é surpreendido pelo Black Monday, que faz com que as bolsas de vários países caiam repentinamente. Sem emprego e com muita ambição, ele acaba trabalhando em uma "empresa fundo de quintal" e tem a ideia de montar algo focado em vendas de valores baixos, mas com retorno garantido para os corretores. Logo enriquece e passa a levar uma vida dedicada ao prazer. É um filme muito usado em palestras motivacionais.
O Grande Gatsby (The Great Gatsby) marca o reencontro de Leo com Braz Luhrmann - que o dirigiu em Romeu e Julieta -, que também repete a parceria de vida com seu grande amigo Tobey Maguire. No papel que dá nome ao filme, vive o misterioso Jay Gatsby. Recheado pelas relações humanas de amor, traição e muitos conflitos, o filme traz mais uma atuação de gala de Leo.
Em 2015, novamente os holofotes do mundo estão sobre ele e seu já muito premiado O Regresso (The Revenant). Dirigido pelo magnífico Alejandro G. Iñárritu, Leo dá vida a Hugh Glass, que parte para o oeste americano disposto a ganhar dinheiro caçando. Atacado por um urso, fica gravemente ferido e é abandonado à própria sorte pelo então amigo John Fitzgerald (Tom Hardy). Glass consegue sobreviver e retorna a uma jornada de vingança.
Com 12 indicações ao Oscar, incluindo melhor filme e ator, O Regresso é uma das maiores promessas para o cinema em 2016 (quando estreia no Brasil) e, para muitos, finalmente vai render um Oscar a Leonardo, que já foi indicado outras cinco vezes ao prêmio. Não somente por esse trabalho, Leo merece esse reconhecimento pelo conjunto de toda a sua obra até aqui. Aos 41 anos, construiu uma carreira brilhante e que mostrou que é muito mais além de um galã construído e dono de lindos olhos azuis. Leonardo é um ator acima da média, dedicado e inteligente. Ativista das causas ambientais e famoso pelos namoros com lindas modelos, Leo provou que é muito mais do que a beleza dele mostra.
Se o Oscar virá dessa vez? Ainda é uma incógnita, mas quando se trata de Leonardo DiCaprio... isso é totalmente irrelevante.
Devaneios e Blá Blá Blá
quinta-feira, 21 de janeiro de 2016
quarta-feira, 15 de abril de 2015
The Fault In Our Stars
Romeu e
Julieta viveram um romance proibido, que terminou em tragédia devido o ódio das
famílias. O clima fúnebre também ronda o amor de Hazel Grace e Augustus Waters,
mas entre eles o único obstáculo para viverem esse amor é a própria vida e o
peso de um dos maiores medos: O câncer.
Baseado no livro de John Green “A culpa é
das estrelas” já era fenômeno antes de ser adaptado para o cinema. Traduzido
para 46 idiomas e com milhões de cópias vendidas. Green é genial quando desmitifica
a doença, transformando vítimas em heróis.
O filme dirigido por Josh Boone assume a
essência de ser doce sem abusar do sentimentalismo barato. Tudo é conduzido de
forma muito natural e com serenidade. A aposta em duas estrelas em ascensão, (Shailene Woodley e Ansel Elgort) foi uma
grata surpresa. A química dos dois é perfeita. Laura Dern e Willem Dafoe entram
para dar o “peso” de um grande nome na produção e estão ótimos.
Hazel e Gus representam bem mais que dois
amantes com os dias contados, mostram que mesmo com dias numerados a vida tem
que ser vivida na sua totalidade. Com todas as alegrias e tristezas que a
compõem. O público vive junto com Hazel o questionamento: Vale a pena se envolver
mesmo sabendo que ambas as vidas podem não durar tanto? Por mais que a
tendência seja a de chorar em todas as cenas, tudo é conduzido com graciosidade
e nenhum sentimento de auto piedade por parte dos protagonistas. Não é fácil
abordar esse tema com leveza, mas Green conseguiu.
Emocionalmente sincero. O longa nos conta
uma bela história de amor. Uma frase me chamou muito a atenção no livro e no
filme: “Alguns infinitos são maiores que outros”. Para bom entendedor mostra a
amplitude do ser humano. Como cada um constrói seu universo. A culpa é das
estrelas transpõe o estigma do “melodrama adolescente” e ficará na memória de
quem o assiste. Prepare o lenço, será necessário.
quinta-feira, 26 de março de 2015
Black Swan
Perturbador! Palavra que define bem o aclamado filme Cisne Negro e que mostrou ao mundo o talento de Natalie Portman que faz a doce e meiga Nina. Uma bailarina frágil e que vive atormentada pelas projeções de sua mãe. Nina vê pela frente a grande chance de sua carreira. Uma nova montagem de “O Lago dos Cisnes”. Ela tem a doçura e leveza para incorporar o Cisne Branco, mas falta à espontaneidade e sedução para se embriagar pelo cisne negro.
O bem e o mal, a pureza e a maldade, o gracioso e o agressivo. Cisne Negro usa toda a beleza e magia do balé para mergulhar nos mistérios obscuros da mente humana. Dizer que Natalie Portman está perfeita, não é um exagero, mas seria injusto considerar seus méritos isoladamente. Aronofsky brilha na direção e deixa Portman à vontade para construir todas as nuances do personagem e os desdobramentos de um mesmo ser. Junta se uma trilha sonora maravilhosa, figurino de primeira e uma iluminação no ponto certo que dão todo o conforto e estrutura para que Natalie desenvolva seu trabalho de maneira correta e segura.
Um suspense psicológico. Cisne Negro tem uma beleza estética de encher os olhos e no balé a porta de entrada para devaneios da mente humana. A linha tênue entre a busca pela perfeição e a loucura da perfeição. Responsabilidade, ansiedade e estresse levam Nina a experimentar dessa loucura ao ter que dançar Odette, mas também sua arquirrival Odile, o Cisne Negro. O telespectador vive com Nina toda a sua jornada. Nas aulas, nos ensaios e nas dolorosas sessões de fisioterapia que enfrenta. Aronofsky usa essa superação dos limites físicos e barreiras psicológicas de maneira literal. O público consegue acompanhar de maneira bem intensa a desintegração de sua sanidade enquanto ela enfrenta a pressão do diretor vivido por Vincent Cassel.
Cisne Negro permanece na mente de quem o assiste por um bom tempo e ficará sempre na memória do cinema após o seu final épico e enérgico. Uma viagem psicológica e sensorial que a muito não se via no cinema. Gostando ou não do cinema de Darren, é um grande clássico.
terça-feira, 17 de março de 2015
Maleficent
Primeiro vamos aos agradecimentos:
Marcos Vinícius que agregou o "Amado" ao seu nome. Pedi pra ele escolher o filme que eu tentaria escrever. Já sabem a quem culpar. Thank you so much mado!
Felipe Nakamura pela sensibilidade, presteza e carinho de sempre. Com certeza vou abusar muitas e muitas vezes do seu talento aqui no blog. Obrigada.
Rodolpho Rabelo. Pela companhia e por ser meu parceiro nos filmes e na vida. Obrigada pela opinião e palavras sempre maravilhosas.
E lá vamos nós.
“De antemão confesso, Malévola não me agradou. Mas esperem, eu me justifico. Durante um tempo pensei que o meu descontentamento com o longa teria sido a desconstrução da personagem de vilã para heroína, minha adoração " A senhora de todo o mal" talvez estivesse me cegado perante as qualidades do filme. Hoje percebo, depois de uma certa análise e de reassistir o longa de que o cerne do meu desagrado se encontra em outro ponto: O roteiro.
O roteiro comete o primeiro erro ao ir pelo caminho que sim é o mais óbvio: Inverter a história já conhecida, assim toda a expectativa cai por terra nos primeiros instantes, onde já podemos vislumbrar o final. Angelina Jolie majestosa e talentosamente encarna a figura vampiresca de Malévola, mas não encontra forças necessárias para carregar o filme em uma história rasa e cheia de furos. A promissora Elle Fanning fica ofuscada, indiferente e passiva para os acontecimentos ao seu redor. As fadas madrinhas tornaram-se figuras patéticas e imbecilizadas que sem maiores motivos se bandearam para o lado do rei Stefan. Sem contar que o filme é acompanhado por uma narrativa explicativa totalmente desnecessária. Todo o esforço da Jolie fica em segundo plano, onde o belíssimo figurino, a fotografia deslumbrante e os efeitos de ponta acabam tomando toda a cena.
A grande proposta da Disney com Malévola é trazer seus contos consagrados em novas versões moralizantes para o novo público, deste ponto de vista Malévola cumpre bem o seu papel ao levantar que amor tem várias facetas, a sororidade, as mulheres não precisam de um príncipe para serem felizes ou fortes(vide: Frozen, Valente) e que toda a história tem no mínimo dois lados a serem contados. Faltou conciliar tudo isso com uma história convincente.” Felipe Nakamura
Marcos Vinícius que agregou o "Amado" ao seu nome. Pedi pra ele escolher o filme que eu tentaria escrever. Já sabem a quem culpar. Thank you so much mado!
Felipe Nakamura pela sensibilidade, presteza e carinho de sempre. Com certeza vou abusar muitas e muitas vezes do seu talento aqui no blog. Obrigada.
Rodolpho Rabelo. Pela companhia e por ser meu parceiro nos filmes e na vida. Obrigada pela opinião e palavras sempre maravilhosas.
E lá vamos nós.
“De antemão confesso, Malévola não me agradou. Mas esperem, eu me justifico. Durante um tempo pensei que o meu descontentamento com o longa teria sido a desconstrução da personagem de vilã para heroína, minha adoração " A senhora de todo o mal" talvez estivesse me cegado perante as qualidades do filme. Hoje percebo, depois de uma certa análise e de reassistir o longa de que o cerne do meu desagrado se encontra em outro ponto: O roteiro.
O roteiro comete o primeiro erro ao ir pelo caminho que sim é o mais óbvio: Inverter a história já conhecida, assim toda a expectativa cai por terra nos primeiros instantes, onde já podemos vislumbrar o final. Angelina Jolie majestosa e talentosamente encarna a figura vampiresca de Malévola, mas não encontra forças necessárias para carregar o filme em uma história rasa e cheia de furos. A promissora Elle Fanning fica ofuscada, indiferente e passiva para os acontecimentos ao seu redor. As fadas madrinhas tornaram-se figuras patéticas e imbecilizadas que sem maiores motivos se bandearam para o lado do rei Stefan. Sem contar que o filme é acompanhado por uma narrativa explicativa totalmente desnecessária. Todo o esforço da Jolie fica em segundo plano, onde o belíssimo figurino, a fotografia deslumbrante e os efeitos de ponta acabam tomando toda a cena.
A grande proposta da Disney com Malévola é trazer seus contos consagrados em novas versões moralizantes para o novo público, deste ponto de vista Malévola cumpre bem o seu papel ao levantar que amor tem várias facetas, a sororidade, as mulheres não precisam de um príncipe para serem felizes ou fortes(vide: Frozen, Valente) e que toda a história tem no mínimo dois lados a serem contados. Faltou conciliar tudo isso com uma história convincente.” Felipe Nakamura
“Desde muito pequeno, descobri que tenho uma paixão que é o cinema. Ir ao cinema para minha pessoa é mais do que um programa, é um ato de amor.
E depois de tanto tempo, a Disney lança um grandioso filme, baseado no clássico A bela adormecida, que foi adaptado para Malévola.
Confesso que não vi nenhum trailer do filme, apenas os comentários das pessoas e que seria com a Angelina.
Quando fui ver, fiquei mais que surpreso! Que grande produção.
Que elenco!
Só que o fato que mais me chamou atenção foi o fato de que a Disney mostrou os dois lados da moeda. Explicou bem detalhadamente o motivo pelo qual a " Malévola" se tornou uma pessoa má.
E eu acho super importante isso hoje em dia. Principalmente para o público se atentar que tudo na vida, tem um motivo. Nada acontece por acaso. E as pessoas são o que são hoje: Atitudes, pensamentos, comportamento etc , devido a alguma consequência. E também o fato de que as pessoas merecem sim, uma "segunda chance”.
Que as pessoas podem mudar. “Isso fez com que pra mim, Malévola fosse um dos maiores lançamentos de 2014.” Rodolpho Rabelo.
Que as pessoas podem mudar. “Isso fez com que pra mim, Malévola fosse um dos maiores lançamentos de 2014.” Rodolpho Rabelo.
Dessa vez quis fazer algo diferente. Confrontar duas opiniões sobre o mesmo filme. E li verdades em todos os dois relatos. Malévola veio como o grande carro chefe da Disney em 2014. Divulgação pesada, muita expectativa e... Angelina Jolie. Sim, Angelina voltava à cena com a mais emblemática vilã da Disney. A escolha não poderia ter sido melhor. Uma caracterização magnífica e Jolie parecia ter saído da animação para o “mundo real”.
Malévola vem integrar um novo momento da Disney, a “moralização” de seus clássicos. Vimos já um pouco disso em Frozen quando a toda poderosa rainha Elsa é salva não pelo o amor do príncipe, mas pelo o da irmã. Esse ponto é positivo e também mais uma jogada de mestre da Disney em ver a tendência mundial de suas princesas de carne e osso. Mulheres cada vez mais independentes, se casando cada vez mais tarde e não necessariamente tão dependentes do amor do príncipe para serem felizes para sempre. Malévola acerta em cheio nesse ponto. A de mostrar que o amor verdadeiro não é somente a busca do par perfeito, mas o amor verdadeiro pode vir de formar, pessoas diferentes.
Olhando pelo ponto de vista técnico, e que altera o saldo final do filme. É difícil prestar atenção em outra pessoa do elenco a não ser em Angelina. Atriz que atuou e produziu o filme. Angelina está inteira no papel, nos fazendo até esquecer por alguns momentos do seu lado maternal apurado quando chama a princesa Aurora (feita na primeira fase por Vivienne Jolie Pitt) de “praguinha”. Elle Fanning (anotem esse nome) fez o que pode com sua Aurora rasa e ingênua. As 3 Fadas não foram bem aproveitadas e fizeram muito pouco. O Rei Stefan vivido por Sharlto Copley também não consegue sair muito do óbvio, mas faz bem o seu papel de Rei Cruel que engana e corta das asas de Malévola.
Malévola equilibra questões morais importantes com roteiro fraco. Atuações sem sal com Angelina Jolie. Foi um sucesso de público, mas esqueceu um pouco do seu propósito principal... Contar uma boa e consistente história.
segunda-feira, 2 de março de 2015
O coração que pulsa dentro do Homem de Ferro.
Robert Downey Jr conquistou popularidade máxima e milhões de dólares na mesma proporção quando em 2008 vestiu pela primeira vez a armadura do Homem de Ferro e seu egocêntrico Tony Stark. O sucesso foi imediato. Os anos se seguiram e Robert viu convites para novos projetos brotarem como água da fonte. Mas o que o público queria mesmo era ver mais Tony Stark e seu fiel escudeiro virtual Jarvis. Vieram então “Homem de Ferro 2” e “Os Vingadores” e para a certeza das voltas que a vida dá, o até então “Patinho Feio” da Marvel foi o carro chefe e o nome maior dos créditos e dos contracheques, of course.
Passado o sucesso do grupo dos “Maiores Super Heróis da Terra” , o Home de Ferro volta reformulado e agora com a presença do diretor Shane Black. No novo filme, os dias na companhia dos amigos Vingadores trazem grande impacto na vida de Tony. Passando dias e noites criando novas tecnologias e armaduras, Stark é vítima de fortes crises de ansiedade e uma fragilidade nunca vista no personagem. Sim, Tony Stark está muito fragilizado.
Enquanto tudo isso acontece um terrorista conhecido como Mandarim (Ben Kingsley MARAVILHOSO) atormenta os Estados Unidos com terror e ataques por todo o mundo. Ameaças feitas na Tv levam Tony e todo o seu egocentrismo a desafiar o grande vilão dando o endereço da própria casa. Como previsto, a mansão de Malibu é invadida, destruída por bombas, helicópteros em cenas que agradam em cheio os olhos dos “fanáticos por ação” que sempre são a maioria dos filmes de super heróis.
A entrada do diretor Shane trouxe uma nova dinâmica para o filme. Desta vez veremos muito mais Tony Stark na tela do que disparando tiros com sua armadura. O personagem foi humanizado, fato esse que deve desagradar em cheio os fãs de ação. Gwyneth Paltrow também ganha mais destaque. Finalmente sua Pepper Potts deixa de ser só a namoradinha do herói e ganha importância real no desenvolvimento da história. Vemos na tela uma trama bem mais amarrada dos dois filmes anteriores que eram mais tecnológicos. Isso fica claro quando a trama toma também um rumo político. Madarim chega pra colocar o dedo na ferida dos Estados Unidos, apontando a raiz do ódio que levou aos atentados de 11 de Setembro. Tudo é claro dentro do limite Marvel de ser. Tudo é abordado de forma leve e tranquila.
Tony está mais humano , isso é verdade, mas continua engraçado e sarcástico como sempre. As cenas de ação, tanto em terra como no ar continuam fantásticas a aprovadas pelo padrão Marvel de qualidade. A magia da computação gráfica mais uma vez enche os olhos e abre sorrisos nos fãs. Com direito a uma nova tecnologia Tony e Jarvis criam um exército de Homens de Ferro e fazem ótimo uso desse arsenal.
Por fim, Tony chega aos destroços da mansão de Malibu, recolhendo ferramentas e as carcaças de seus fieis amigos que foram destruídos no ataque do começo. Solta a frase “Sou um homem mudado” segurando uma humilde chave de fenda que mostra o recomeço. A bordo de um dos seus muitos carros de luxo, Stark solta a famosa frase “I’m Iron Man”, deixando bem claro que ele pode estar mais humano, mais político e mudado, mas e sempre será o milionário, filantrópico e egocêntrico Tony Stark que tanto amamos.
domingo, 1 de março de 2015
This is the beginning
Dizem que as mulheres falam aproximadamente 20 mil palavras por dia, acredito que eu me enquadre nessa e sempre usei isso como uma proteção que esconde uma pessoa tímida e extremamente reservada. Desde muito cedo, minha válvula de escape sempre foi escrever. Sempre me escondia no topo das árvores com cadernos, lápis ou canetas. Ali eu desabafava meus medos, meus sonhos e segredos.
Já tive momentos em que escrevi muito, outros que quase nada. No último ano não escrevi tanto e publiquei menos ainda. Os textos do ano passado ficaram resumidos a aniversário de amigos e uma coisa aqui, outra ali. Nesse ano, eu decidi voltar a esse hábito que eu tanto gosto. Voltar a dar importância a essa válvula de escape tão importante na minha vida.
Que eu sou apaixonada por cinema, muita gente sabe. Basta olhar nas gavetas do armário a coleção sempre em formação de dvds. O que poucos sabem é que sou metida a escrever, não chego a audácia de dizer que são "críticas de cinema", textos sobre os filmes que assisto. Conversando com minha amiga Michelle essa semana, fui incentivada por ela (Já sabem a quem culpar) a publicar esses textos sobre cinema. Como não quero misturar com meus textos pessoais resolvi fazer um novo blog, direcionado a esses textos e curiosidades sobre cinema. Antes de postar o primeiro, segue uma breve apresentação dessa que vos fala.
Meu nome é Itana Glésia da Silva. Itana é de origem tupi guarani, de acordo com minha mãe significa "Pedra Coração". O Glésia vem da paixão dela pelo cantor Julio Iglesias. Música e arte sempre foram presentes na minha vida. Desde o nascimento e sei que vai me acompanhar até o fim.
Ouvia da minha avó a frase: Que menina mais geniosa! E de fato sou mesmo. Sempre fui muito determinada e decidida e focada em relação ao que eu queria. Extremamente emocional. Teimosa, cabeça dura e irritada. Não sei gostar ou odiar de nada ou ninguém pela metade. E aqueles que eu gosto, luto por eles até o fim, me sacrificando se for preciso. Absorvo os problemas do mundo, fato que as vezes eu confesso que me pesa demais, mas eu gosto de aliviar a dor das pessoas que eu amo, me faz bem e isso faz com que não pese tanto.
Sempre fui chamada pela galera "A Itana é na dela" e sempre fui mesmo. Repeti de ano na sétima série por problemas de relacionamento. Entrava muda e saía calada da escola. Terminei o ensino médio e pelo meu comodismo e várias situações, ainda não fiz faculdade. Fato esse que pretendo mudar a curto prazo.
O amor por filmes e seriados sempre foi e é imenso e com o passar do tempo eu percebi que sempre me atentava a detalhes que normalmente passam despercebidos aos olhos da grande maioria. Descobri então o curso que quero fazer: Cinema. Ainda não entrei na faculdade, mas leio muito sobre cinema, sobre filmes e nessas de ler muito comecei a escrever esses textos.
Michelle Campos além de minha amiga é editora. E muito competente por sinal. Resolvi mostrar um desses textos a ela e pra minha surpresa ela disse: Ficou muito bom! E como sei que além de minha amiga ela é extremante profissional comecei a acreditar. Essa será a função desse blog. Dividir com vocês minhas impressões sobre os filmes, seriados e o que for ligado a arte. Prometo ser mais frequente esse ano!
Vamos lá! Obrigada a todos.
"Cada filme deve ter o seu próprio mundo, uma lógica e sentir que se expande para além da imagem exata que o público está assistindo"
Christopher Nolan
Assinar:
Postagens (Atom)



