Marcos Vinícius que agregou o "Amado" ao seu nome. Pedi pra ele escolher o filme que eu tentaria escrever. Já sabem a quem culpar. Thank you so much mado!
Felipe Nakamura pela sensibilidade, presteza e carinho de sempre. Com certeza vou abusar muitas e muitas vezes do seu talento aqui no blog. Obrigada.
Rodolpho Rabelo. Pela companhia e por ser meu parceiro nos filmes e na vida. Obrigada pela opinião e palavras sempre maravilhosas.
E lá vamos nós.
“De antemão confesso, Malévola não me agradou. Mas esperem, eu me justifico. Durante um tempo pensei que o meu descontentamento com o longa teria sido a desconstrução da personagem de vilã para heroína, minha adoração " A senhora de todo o mal" talvez estivesse me cegado perante as qualidades do filme. Hoje percebo, depois de uma certa análise e de reassistir o longa de que o cerne do meu desagrado se encontra em outro ponto: O roteiro.
O roteiro comete o primeiro erro ao ir pelo caminho que sim é o mais óbvio: Inverter a história já conhecida, assim toda a expectativa cai por terra nos primeiros instantes, onde já podemos vislumbrar o final. Angelina Jolie majestosa e talentosamente encarna a figura vampiresca de Malévola, mas não encontra forças necessárias para carregar o filme em uma história rasa e cheia de furos. A promissora Elle Fanning fica ofuscada, indiferente e passiva para os acontecimentos ao seu redor. As fadas madrinhas tornaram-se figuras patéticas e imbecilizadas que sem maiores motivos se bandearam para o lado do rei Stefan. Sem contar que o filme é acompanhado por uma narrativa explicativa totalmente desnecessária. Todo o esforço da Jolie fica em segundo plano, onde o belíssimo figurino, a fotografia deslumbrante e os efeitos de ponta acabam tomando toda a cena.
A grande proposta da Disney com Malévola é trazer seus contos consagrados em novas versões moralizantes para o novo público, deste ponto de vista Malévola cumpre bem o seu papel ao levantar que amor tem várias facetas, a sororidade, as mulheres não precisam de um príncipe para serem felizes ou fortes(vide: Frozen, Valente) e que toda a história tem no mínimo dois lados a serem contados. Faltou conciliar tudo isso com uma história convincente.” Felipe Nakamura
“Desde muito pequeno, descobri que tenho uma paixão que é o cinema. Ir ao cinema para minha pessoa é mais do que um programa, é um ato de amor.
E depois de tanto tempo, a Disney lança um grandioso filme, baseado no clássico A bela adormecida, que foi adaptado para Malévola.
Confesso que não vi nenhum trailer do filme, apenas os comentários das pessoas e que seria com a Angelina.
Quando fui ver, fiquei mais que surpreso! Que grande produção.
Que elenco!
Só que o fato que mais me chamou atenção foi o fato de que a Disney mostrou os dois lados da moeda. Explicou bem detalhadamente o motivo pelo qual a " Malévola" se tornou uma pessoa má.
E eu acho super importante isso hoje em dia. Principalmente para o público se atentar que tudo na vida, tem um motivo. Nada acontece por acaso. E as pessoas são o que são hoje: Atitudes, pensamentos, comportamento etc , devido a alguma consequência. E também o fato de que as pessoas merecem sim, uma "segunda chance”.
Que as pessoas podem mudar. “Isso fez com que pra mim, Malévola fosse um dos maiores lançamentos de 2014.” Rodolpho Rabelo.
Que as pessoas podem mudar. “Isso fez com que pra mim, Malévola fosse um dos maiores lançamentos de 2014.” Rodolpho Rabelo.
Dessa vez quis fazer algo diferente. Confrontar duas opiniões sobre o mesmo filme. E li verdades em todos os dois relatos. Malévola veio como o grande carro chefe da Disney em 2014. Divulgação pesada, muita expectativa e... Angelina Jolie. Sim, Angelina voltava à cena com a mais emblemática vilã da Disney. A escolha não poderia ter sido melhor. Uma caracterização magnífica e Jolie parecia ter saído da animação para o “mundo real”.
Malévola vem integrar um novo momento da Disney, a “moralização” de seus clássicos. Vimos já um pouco disso em Frozen quando a toda poderosa rainha Elsa é salva não pelo o amor do príncipe, mas pelo o da irmã. Esse ponto é positivo e também mais uma jogada de mestre da Disney em ver a tendência mundial de suas princesas de carne e osso. Mulheres cada vez mais independentes, se casando cada vez mais tarde e não necessariamente tão dependentes do amor do príncipe para serem felizes para sempre. Malévola acerta em cheio nesse ponto. A de mostrar que o amor verdadeiro não é somente a busca do par perfeito, mas o amor verdadeiro pode vir de formar, pessoas diferentes.
Olhando pelo ponto de vista técnico, e que altera o saldo final do filme. É difícil prestar atenção em outra pessoa do elenco a não ser em Angelina. Atriz que atuou e produziu o filme. Angelina está inteira no papel, nos fazendo até esquecer por alguns momentos do seu lado maternal apurado quando chama a princesa Aurora (feita na primeira fase por Vivienne Jolie Pitt) de “praguinha”. Elle Fanning (anotem esse nome) fez o que pode com sua Aurora rasa e ingênua. As 3 Fadas não foram bem aproveitadas e fizeram muito pouco. O Rei Stefan vivido por Sharlto Copley também não consegue sair muito do óbvio, mas faz bem o seu papel de Rei Cruel que engana e corta das asas de Malévola.
Malévola equilibra questões morais importantes com roteiro fraco. Atuações sem sal com Angelina Jolie. Foi um sucesso de público, mas esqueceu um pouco do seu propósito principal... Contar uma boa e consistente história.

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