segunda-feira, 2 de março de 2015

O coração que pulsa dentro do Homem de Ferro.

Robert Downey Jr conquistou popularidade máxima e milhões de dólares na mesma proporção quando em 2008 vestiu pela primeira vez a armadura do Homem de Ferro e seu egocêntrico Tony Stark. O sucesso foi imediato. Os anos se seguiram e Robert viu convites para novos projetos brotarem como água da fonte. Mas o que o público queria mesmo era ver mais Tony Stark e seu fiel escudeiro virtual Jarvis. Vieram então “Homem de Ferro 2” e “Os Vingadores” e para a certeza das voltas que a vida dá, o até então “Patinho Feio” da Marvel foi o carro chefe e o nome maior dos créditos e dos contracheques, of course. Passado o sucesso do grupo dos “Maiores Super Heróis da Terra” , o Home de Ferro volta reformulado e agora com a presença do diretor Shane Black. No novo filme, os dias na companhia dos amigos Vingadores trazem grande impacto na vida de Tony. Passando dias e noites criando novas tecnologias e armaduras, Stark é vítima de fortes crises de ansiedade e uma fragilidade nunca vista no personagem. Sim, Tony Stark está muito fragilizado. Enquanto tudo isso acontece um terrorista conhecido como Mandarim (Ben Kingsley MARAVILHOSO) atormenta os Estados Unidos com terror e ataques por todo o mundo. Ameaças feitas na Tv levam Tony e todo o seu egocentrismo a desafiar o grande vilão dando o endereço da própria casa. Como previsto, a mansão de Malibu é invadida, destruída por bombas, helicópteros em cenas que agradam em cheio os olhos dos “fanáticos por ação” que sempre são a maioria dos filmes de super heróis. A entrada do diretor Shane trouxe uma nova dinâmica para o filme. Desta vez veremos muito mais Tony Stark na tela do que disparando tiros com sua armadura. O personagem foi humanizado, fato esse que deve desagradar em cheio os fãs de ação. Gwyneth Paltrow também ganha mais destaque. Finalmente sua Pepper Potts deixa de ser só a namoradinha do herói e ganha importância real no desenvolvimento da história. Vemos na tela uma trama bem mais amarrada dos dois filmes anteriores que eram mais tecnológicos. Isso fica claro quando a trama toma também um rumo político. Madarim chega pra colocar o dedo na ferida dos Estados Unidos, apontando a raiz do ódio que levou aos atentados de 11 de Setembro. Tudo é claro dentro do limite Marvel de ser. Tudo é abordado de forma leve e tranquila. Tony está mais humano , isso é verdade, mas continua engraçado e sarcástico como sempre. As cenas de ação, tanto em terra como no ar continuam fantásticas a aprovadas pelo padrão Marvel de qualidade. A magia da computação gráfica mais uma vez enche os olhos e abre sorrisos nos fãs. Com direito a uma nova tecnologia Tony e Jarvis criam um exército de Homens de Ferro e fazem ótimo uso desse arsenal. Por fim, Tony chega aos destroços da mansão de Malibu, recolhendo ferramentas e as carcaças de seus fieis amigos que foram destruídos no ataque do começo. Solta a frase “Sou um homem mudado” segurando uma humilde chave de fenda que mostra o recomeço. A bordo de um dos seus muitos carros de luxo, Stark solta a famosa frase “I’m Iron Man”, deixando bem claro que ele pode estar mais humano, mais político e mudado, mas e sempre será o milionário, filantrópico e egocêntrico Tony Stark que tanto amamos.

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